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Tite muda estratégia para jogo onde Brasil mais passa vergonha nas eliminatórias

tite

 

Não poderia haver lugar pior para Tite estrear pela seleção brasileira. A primeira partida do treinador no comando será contra o Equador, em Quito, pela sétima rodada da eliminatória da Copa do Mundo de 2018. Ocorre que é na cidade equatoriana onde o Brasil mais sofre pelo torneio desde que ele passou a ser disputado no formato todos contra todos, após 1994.

 

Desde então Brasil e Equador se enfrentaram três vezes em Quito com duas vitórias do rival e um empate. A seleção brasileira marcou apenas um gol e sofreu três. Para evitar isso, Tite deve adotar uma nova estratégia de jogo na equipe nacional.

A começar pela apresentação. Todos os 23 convocados devem se apresentar em Quito, no próximo dia 29, onde a seleção começará a sua preparação para o jogo.

A programação visa amenizar a altitude de 2.780m acima do nível do mar. O que mais muda em um local com essas características é a velocidade da bola e essa preocupação de Tite. Não deixar o time vulnerável com as jogadas ensaiadas do Equador.

“As altas altitudes são consideradas a partir de 3.000m. Quito está 2.780m acima do nível médio do mar. Por que a nossa opção de nos apresentarmos direto lá? Para que o atleta se adapte rapidamente à velocidade da bola. Quanto mais você sobe, menor a densidade do ar”, disse Fábio, Mahseredjia, preparador físico da seleção, ao canal oficial da CBF.

Apesar de ser a estreia de Tite, a seleção brasileira chegará ao confronto bastante pressionada. Pela primeira vez na história a equipe está fora da zona de classificação para a Copa do Mundo. Ocupa a sexta colocação na eliminatória e não vence há dois jogos.

RIVAL ENCARDIDO

Vencer o Equador nunca foi fácil para o Brasil. Em Quito, quase impossível.

Foram cinco jogos na cidade, sendo um amistoso, um pela Copa América de 1983 (quando o Brasil teve tempo de adaptação) e três pelas eliminatórias.

Os dois primeiros tiveram vitória brasileira: 6 a 0 e 1 a 0, respectivamente. Já os outros três foram bastante duros para o time canarinho.

O primeiro confronto pela eliminatória foi pela 11ª rodada da edição de 2002. Ocorrido em 28 de março de 2001, o Brasil vinha de altos e baixos no torneio e acabou derrotado por 1 a 0. A equipe de Emerson Leão jogou diante de 40.800 pessoas e levou gol de Delgado.

Pela eliminatória do Mundial de 2006 houve nova derrota por 1 a 0 para os equatorianos. O confronto também foi pela 11ª rodada, diante de 38 mil pessoas, e gol de Méndez.

O empate ocorreu pela eliminatória da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Júlio Baptista fez o gol brasileiro, enquanto Noboa marcou para os equatorianos. O que figurou como um bom resultado diante dos últimos dois, na verdade, foi um vexame.

A seleção pentacampeã do mundo foi humilhada em campo. Perdeu em todos os fundamentos e escapou de levar uma goleada por sorte.

Ao todo, o Equador finalizou 27 vezes ao gol contra 11 dos brasileiros. O goleiro Júlio César fez dez defesas, enquanto Cevallos, quatro. A seleção ainda cometeu 19 faltas e sofreu 11. Trocou míseros 263 passes, ou seja, abusou do anti-jogo.

Ainda sobre o duelo, vale lembrar que Equador e Brasil não se enfrentaram pela eliminatória da Copa de 1998 porque o Brasil havia vencido o Mundial de 1994 e já tinha vaga garantida no torneio seguinte.

Todos os duelos citados ocorreram no estádio Olímpico de Atahualpa, em Quito. O mesmo do duelo que está marcado para o próximo dia 1º de setembro pela eliminatória da Copa de 2018.