De Gre-Nal, Nilmar entende. Nos quatro estádios em que disputou o clássico —Centenário, Montanha dos Vinhedos, Olímpico e Erechim, o atacante balançou a rede em todos, foram seis ao todo. No domingo, porém, o camisa 7 estará em terreno desconhecido. Entrará pela primeira vez na Arena gremista e avisa: pretende ser uma visita indigesta aos donos da casa. — Eu sei bem o que acontece no pós jogo, depois de uma vitória dessas (em Gre-Nais). Eu já vivi isso. É motivante. Os três pontos são muito importantes e estamos conscientes que são fundamentais para ficarmos entre os quatro primeiros — disse o centroavante em entrevista coletiva após o treino desta quarta-feira. Nilmar, aliás, sabe bem como é o pós e o pré. Viveu a rivalidade já nas categorias de base do Inter e, no profissional, em 2003. Mas, desta vez, o cenário é diferente. Inter e Grêmio estão próximos na tabela, 56 e 54 pontos, respectivamente. Disputarão, possivelmente, a mesma vaga pelo G-4. E no que depender de Nilmar, os colorados não voltarão para casa com um empate. — Não é interessantes para as duas equipes um ponto só. Sempre um time estava melhor do que o outro. Desta vez, não. Espero ter mais espaço com isso. Sobre quem vive o melhor momento no clássico, o atacante minimizou a boa fase que vive o centroavante do rival Hernán Barcos e lembrou do vexame sofrido pela Seleção Brasileira diante da Alemanha, na Copa do Mundo: — Futebol está provando que é coletivo. Alemanha provou isso. E aqui (no Inter), é assim. Vai ter um ou outro que se destaca. Pressão existe para os dois lados, não tem favorito. Ainda que o discurso seja da coletividade, o camisa 7 comemorou o retorno do meia Alex, que treinou normalmente nesta quarta-feira, depois de dois dias fora em função de...