O Grêmio parece ter reencontrado seu caminho. Nas últimas duas partidas, demonstrou qualidades vistas em 2015 ao encantar o país no Brasileirão, com intensidade de jogo e troca de passes com movimentação constante. Agora, chama atenção pelo setor ofensivo. A efetividade do ataque, que fez oito gols em dois jogos, parece ter atingido todo o elenco. Quem entra em campo, balança as redes em uma sincronia que coloca o clube com o melhor ataque do Gauchão, a léguas distante do segundo time mais efetivo na frente. São 27 gols marcados na competição. Os segundos no quesito, Juventude e Ypiranga, têm 19. Logo depois aparecem São José e Inter, com 17. Ou seja, 10 a menos que o Tricolor. Desde o Gre-Nal, quando ficou no 0 a 0 com o Inter, dia 6 de março, são quatro jogos no Gaúcho, com 13 gols marcados – média de 3,25 por jogo. Os números positivos também dão uma possibilidade mais subjetiva a Roger: alternativas no elenco. Luan e Giuliano, que trabalharam fisicamente nesta semana, devem ter condições de atuar contra o Juventude, no domingo. São dois retornos importantes. Mas seus substitutos têm dado conta do recado com louvor. Os artilheiros do Grêmio no ano são Bobô e Pedro Rocha, com cinco gols cada. Na teoria, reservas. A boa fase que parece se estender a qualquer jogador que entra é importante no período de decisão. E que pode fazer o Grêmio alternar equipes, já que terá jogos eliminatórios no Gauchão a partir da próxima semana, com as quartas de final, e duelos com LDU e Toluca pela Libertadores. – É a dor de cabeça boa para o professor. Todo mundo está focado, se ajudando, e isso é o mais importante – disse Pedro Rocha, autor de um e com participação em outros três gols no 5 a 1 sobre o Passo Fundo. ...