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CENI QUEBRA INVENCIBILIDADE DE GROHE, E SÃO PAULO DERRUBA GRÊMIO

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O jogo

O primeiro tempo foi bem agradável, com as duas equipes buscando o ataque e criando várias chances de gol. O Grêmio começou em cima, com Luan infernizando a vida de Hudson, volante que atuou improvisado na lateral direita do São Paulo. Apavorado, Hudson, logo a 2 minutos, entregou a bola de graça para o atacante gremista, que tentou duas vezes, mas parou em Ceni e em Paulo Miranda.

O São Paulo foi se soltando aos poucos. O time acertou a cobertura para Hudson e passou a tocar a bola. Com jogadores técnicos, o time paulista conseguia envolver a zaga adversária com toque de bola e movimentação. Mas quebrar a invencibilidade de Marcelo Grohe era muito difícil. Kaká tentou duas vezes: na primeira, em cobrança de escanteio, acertou o travessão; depois, após corta-luz de Kardec, chutou para fora. Do outro lado, o Grêmio dava trabalho em chutes de Felipe Bastos, salvo por Ceni, e de Zé Roberto, que Edson Silva tirou de cima da linha.

O São Paulo não deixou o Grêmio partir para o abafa no segundo tempo. Controlando a posse de bola, o time paulista conseguiu, enfim, vazar Marcelo Grohe. Aos 9 minutos, Rhodolfo deu carrinho em Kardec dentro da área. O árbitro Felipe Gomes da Silva marcou pênalti, que Rogério Ceni converteu. O lance enervou muito os gremistas, que discutiram a penalidade. Felipão foi expulso. A partir de então, toda dividida virou motivo para discussão, e o juiz passou a ser muito pressionado pelo time gaúcho.

Com o passar do tempo, o Grêmio foi adiantando sua marcação, empurrando o São Paulo para o campo de defesa. Era um domínio mais baseado em vontade do que em técnica. Tanto que Rogério Ceni não foi exigido nenhuma vez, pois a zaga são-paulina conseguia controlar o ímpeto dos donos da casa. A pressão gremista se intensificou nos minutos finais, mas a barreira paulista era intransponível e suportou as tentativas adversárias até o fim.